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Consolidou-se nos últimos anos no Brasil o fenômeno dos jornais gratuitos. As publicações, com uma linguagem enxuta e bastante focada no dia-a-dia do leitor, têm invadido a capital paulista. Os modelos, similares aos que circulam na Europa e Estados Unidos, caíram no gosto popular e o seu faturamento focado no mercado publicitário. Segundo a direção do Jornal Destak, as agências correspondem a 90% do faturamento e mesmo considerando as dificuldades da economia, ela vincula a publicação a resultados e metas de expansão significativas.  “Crescemos aproximadamente 22% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2008, e ainda pretendemos crescer 30% em 2009″, especifica Claúdio Zorzett, diretor comercial e de marketing do Destak.

Tal crescimento fez com que surgissem as segmentações neste mercado. Somente em 2009, surgiram o Jornal Placar, o Viajar e o Radar Universitário. As publicações vêm ganhando maturidade e mostram um poder de aceitação muito grande com o público. O objetivo dessas publicações é atingir o grande público desses centros urbanos e atrair cada vez mais publicidade. O Jornal Placar, por exemplo, circula com 40% de anúncios, no entanto, a meta da direção é atingir 50%.

Mas será que essas publicações estão interferindo na queda em quase 5% da circulação dos jornais brasileiros, segundo dados apontados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) em agosto? Será que o público das grandes cidades tem preferido as publicações gratuitas e deixando de lado as mais tradicionais do segmento?

Segundo pesquisa, o leitor das publicações distribuídas nas ruas é geralmente mais jovem do que os que leem os pagos. No Destak, por exemplo, 86% dos leitores têm entre 20 e 45 anos. Esse dado é bastante preocupante, principalmente para os jornais pagos, que cada vez menos conseguem formar um novo público e buscam adaptações constantes para tingir mercados.

Novas mídias só contribuem para a dissemição da informação. O objetivo das empresas é pesquisar e saber como atingir esses novos públicos, fazendo com que os jornais gratuitos sejam uma valiosa segundo opção ou uma espécie de complemento de outras publicações. O espaço está aberto para todos e o desafio é atingir a maioria possível de públicos com qualidade e rapidez. Um grande quebra cabeças.

“Os títulos tradicionais ainda apostam na fórmula “mais é melhor”, tentando ser extensivos, sem, no entanto, serem suficientemente reflexivos. Têm dificuldade de competir com a internet e não conseguem capturar quem deseja aprofundamento”, diz Fábio Santos, do jornal Destak.



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